Perder um dente pode parecer definitivo, mas não é. O implante dentário é hoje a solução mais próxima de um dente natural: em função, em aparência e em durabilidade. Neste guia você vai entender como o procedimento funciona, quais são os tipos disponíveis, o que esperar de dor e recuperação, e quando ele é ou não indicado para o seu caso.
Se você está em Chapecó ou região e quer tomar uma decisão informada, este conteúdo foi feito para você.
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Um implante dentário é um parafuso de titânio ou, em alguns casos, de zircônia, inserido cirurgicamente no osso da mandíbula ou da maxila. Ele funciona como a raiz artificial de um dente: uma vez instalado, recebe uma prótese (coroa, ponte ou prótese total) que substitui o dente perdido de forma funcional e estética.
O titânio é o material preferido porque é biocompatível: o corpo humano não o rejeita. Com o tempo, o osso ao redor do pino se une a ele num processo chamado osseointegração e o implante passa a fazer parte da estrutura da boca como se sempre tivesse estado ali.
Com cuidados adequados de higiene e acompanhamento regular, o pino de titânio dura a vida toda.
O Brasil é o país que mais realiza implantes dentários no mundo — cerca de 1 milhão de procedimentos por ano.
Existem três principais alternativas para substituir dentes perdidos. A tabela abaixo resume as diferenças mais importantes para quem está avaliando as opções:

CritérioImplantePonte fixaDentadura
DurabilidadeVitalícia (com cuidados)10–15 anos3–8 anos
Desgasta dentes vizinhos?NãoSim (exige desgaste)Não
Previne perda óssea?SimNãoNão
ConfortoComo dente naturalBomVariável
Custo inicialMaiorMédioMenor
O implante tem custo inicial mais alto, mas tende a ser o mais econômico ao longo do tempo, já que dura mais e não exige substituições frequentes como a dentadura ou a ponte.
Quais são os tipos de implante dentário?
Não existe um único tipo de implante. A escolha depende da situação clínica de cada paciente — quantidade de osso disponível, número de dentes a repor, exigência estética e condição de saúde geral. Conheça os principais:
Implante convencional (com parafuso)
É o modelo mais comum. Um pino de titânio é inserido no osso e, após o período de osseointegração que geralmente é de 3 a 4 meses, recebe o pilar e a prótese definitiva. É altamente previsível, com décadas de comprovação clínica.
Implante sem parafuso (cimentado)
Nessa técnica, a coroa é fixada diretamente ao pilar por cimentação, sem parafuso de acesso oclusal visível. O resultado estético é superior, especialmente para dentes frontais, onde a ausência do orifício do parafuso faz diferença visual significativa. Saiba mais sobre o implante sem parafuso →
Carga imediata (All-on-4 e protocolos de reabilitação total)
Permite a instalação de uma prótese provisória no mesmo dia da cirurgia. É a solução indicada para pacientes que precisam repor todos os dentes de uma arcada — ou que já usam dentadura e querem um resultado fixo, sem remover todos os dias. O All-on-4 utiliza apenas quatro implantes para sustentar uma prótese completa, com angulação planejada digitalmente para aproveitar o osso disponível. Conheça o All-on-4 e os protocolos de reabilitação →

Essa é, de longe, a pergunta mais comum de quem está considerando o procedimento. A resposta honesta é: durante a cirurgia, não. Depois, pode haver desconforto — mas é controlável.
Veja o que esperar em cada fase:
  • Durante a cirurgia: a anestesia local é eficaz e o paciente não sente dor no momento do procedimento. A sensação é de pressão, não de dor.
  • Primeiros 2 a 3 dias: desconforto leve a moderado, que responde bem a analgésicos comuns (ibuprofeno, paracetamol). Gelo externo nas primeiras horas ajuda a reduzir o inchaço.
  • Após 1 semana: a maioria dos pacientes já não sente desconforto significativo e retoma as atividades normais.
  • Osseointegração (3 a 4 meses): esse processo é completamente silencioso. O paciente não percebe e não sente dor enquanto o osso se une ao implante.
Vale dizer: o pós-operatório de um implante costuma ser mais tranquilo do que o de uma extração dentária complexa. Leia o guia completo sobre dor e recuperação no implante →

O implante não é um procedimento de uma única consulta. É um tratamento com etapas bem definidas, que vão da avaliação até a colocação da prótese definitiva. Entender cada fase ajuda a ter expectativas realistas e a se preparar bem.
  1. Avaliação e planejamento
    Tomografia computadorizada (cone beam), exame clínico e análise do histórico de saúde. É nessa etapa que o dentista avalia a qualidade e quantidade de osso disponível, a posição dos nervos e vasos, e define qual técnica será usada.
  2. Cirurgia de instalação do pino
    Realizada com anestesia local. Dura entre 30 minutos e 2 horas, dependendo do número de implantes e da complexidade do caso. O paciente sai da clínica com o implante instalado e, em muitos casos, já com uma prótese provisória.
  3. Período de osseointegração
    Dura 3 a 4 meses em média. Durante esse tempo, o osso se une ao pino de titânio. O paciente não sente esse processo e não fica sem dentes, usa uma prótese provisória enquanto aguarda.
  4. Instalação do pilar protético
    Pequena intervenção para conectar o pilar (peça intermediária entre o pino e a prótese) ao implante já integrado ao osso.
  5. Instalação da prótese definitiva
    A coroa, ponte ou prótese total é fixada ao pilar. É o resultado final: funcional e estético.
  6. Acompanhamento e manutenção
    Consultas periódicas para monitorar o implante, a saúde periodontal e a integridade da prótese. Com higiene correta, não há necessidade de intervenções.
Veja as etapas do implante dentário explicadas em detalhe →

Candidatos ideais
O implante está indicado para a maioria dos adultos que perderam um ou mais dentes. São candidatos ideais:
  • Pessoas que perderam dentes por cárie, trauma ou doença periodontal
  • Usuários de dentadura insatisfeitos com estabilidade, conforto ou mastigação
  • Pacientes com boa saúde bucal e óssea geral
  • Idosos: não existe limite de idade. O que importa é a qualidade óssea, avaliada individualmente. Pacientes com 80 anos fazem implantes com sucesso.
Condições que exigem avaliação especial
Algumas condições não impedem o implante, mas exigem planejamento cuidadoso antes do procedimento:
  • Diabetes: possível desde que o diabetes esteja controlado. O controle glicêmico é fundamental para a cicatrização adequada.
  • Tabagismo: o cigarro aumenta o risco de falha na osseointegração. A recomendação é reduzir ou parar antes e após o procedimento.
  • Doenças autoimunes e uso de anticoagulantes: avaliação caso a caso, geralmente em conjunto com o médico responsável pelo tratamento.
  • Osso insuficiente: em muitos casos, é possível realizar o implante com técnicas de ancoragem específicas ou implantes curtos, sem necessidade de enxerto ósseo, o que reduz custo e tempo de tratamento.
Veja todas as contraindicações do implante dentário → | Implante para quem não tem osso suficiente →

O valor de um implante dentário não é fixo — varia de acordo com as características de cada caso. Os principais fatores que influenciam o custo são:
  • Número de implantes necessários (um dente, vários dentes ou arcada completa)
  • Tipo de prótese escolhida: coroa unitária, protocolo sobre implantes, All-on-4
  • Necessidade de enxerto ósseo. Na maioria dos casos, não é necessário
  • Material da prótese: cerâmica, zircônia ou metalocerâmica têm custos diferentes
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Saiba mais sobre o custo do implante dentário → | É possível fazer implante pelo SUS? →

O pós-operatório de um implante é relativamente simples, mas seguir as orientações corretamente faz diferença direta no sucesso da osseointegração. Os cuidados essenciais são:
  • Primeiras 24 horas: alimentação fria e pastosa (sorvete, iogurte, vitaminas). Evite escovar o local operado. Aplique gelo externamente por 20 minutos a cada hora.
  • Primeiros 7 dias: não fume, não consuma bebidas alcoólicas e evite exercícios físicos intensos. O sangue deve estar bem quieto na região.
  • Higiene: use escova de cerdas macias e fio dental específico para implante após a cicatrização inicial. Enxaguante bucal sem álcool pode ser usado.
  • Alimentação: retorno gradual à dieta normal na primeira semana, conforme a orientação do dentista.
Guia completo de alimentação e cuidados após o implante →

Quanto tempo demora para colocar um implante?
A cirurgia de instalação do pino dura de 30 minutos a 2 horas, dependendo da complexidade do caso. Depois disso, o processo de osseointegração, em que o osso se une ao implante, leva em média 3 a 4 meses. Durante esse período, o paciente já usa uma prótese provisória e não fica sem dentes. A prótese definitiva é instalada ao final desse processo.
O implante dói?
Não durante a cirurgia, que é realizada com anestesia local eficaz. Nos primeiros 2 a 3 dias após o procedimento pode haver desconforto leve a moderado, facilmente controlado com analgésicos comuns. A maioria dos pacientes retoma as atividades normais em menos de uma semana.
Quem não tem osso suficiente pode fazer implante?
Na grande maioria dos casos, sim. Técnicas de ancoragem específicas e implantes de tamanho reduzido permitem instalar o implante mesmo em pacientes com volume ósseo menor, sem necessidade de enxerto ósseo, o que reduz custo e tempo de tratamento. A avaliação por tomografia define qual é a melhor estratégia para cada caso.
Implante dentário para idosos é possível?
Sim, e é muito comum. Não existe limite de idade para fazer implante. Pacientes com 70, 80 anos que usam dentadura há décadas conseguem realizar o tratamento com sucesso. O que importa é a qualidade óssea e o estado de saúde geral, avaliados individualmente antes do planejamento.
Implante sem parafuso existe?
Sim. Nessa técnica, chamada de implante com coroa cimentada, a prótese é fixada diretamente ao pilar por cimentação, sem parafuso de acesso oclusal visível. O resultado estético é superior em casos onde o orifício do parafuso fica em uma região desfavorável e faz diferença significativa no aspecto natural do sorriso.
Implante dentário apita no aeroporto?
Não. Os implantes modernos de titânio não ativam detectores de metais em aeroportos. O titânio é um metal de baixíssima condutividade magnética, e os detectores de aeroporto respondem principalmente a ferro e aço. Você pode viajar normalmente sem qualquer preocupação.
Implante e ressonância magnética: posso fazer?
Sim. O titânio é não magnético e não interfere com os equipamentos de ressonância magnética, nem cria artefatos de imagem significativos. Por protocolo, informe ao médico radiologista antes do exame que você possui implantes dentários, isso é uma precaução padrão, não uma restrição.
Diabético pode fazer implante dentário?
Sim, desde que o diabetes esteja controlado. O controle glicêmico é essencial para a cicatrização adequada e para o sucesso da osseointegração. Pacientes diabéticos bem controlados têm taxas de sucesso semelhantes às da população geral. Antes do procedimento, o dentista avaliará os exames e, se necessário, trabalhará em conjunto com o médico responsável.
Fumante pode fazer implante?
Pode, mas com ressalvas importantes. O tabagismo aumenta o risco de falha na osseointegração e de complicações no pós-operatório. A recomendação é reduzir ou parar de fumar pelo menos 2 semanas antes da cirurgia e durante o período de cicatrização. O dentista vai avaliar o caso individualmente e orientar sobre os cuidados adicionais necessários.
Implante dura para sempre?
Com higiene adequada e acompanhamento regular, o pino de titânio dura a vida toda. E essa não é uma promessa exagerada, mas um dado respaldado por décadas de estudos clínicos. A prótese (a coroa que fica sobre o implante) pode precisar de substituição após 15 a 20 anos, dependendo do desgaste e do material. No geral, o implante é o tratamento com melhor relação custo-benefício ao longo do tempo.
Qual a diferença entre implante e canal?
São soluções para situações diferentes. O canal (tratamento endodôntico) salva um dente que ainda existe mas está comprometido por cárie profunda ou infecção. O implante substitui um dente que já foi perdido ou que precisa ser extraído sem possibilidade de recuperação. Se o dente ainda tem estrutura aproveitável, o tratamento de canal costuma ser a primeira opção, preservar o dente natural é sempre preferível quando possível.

O implante dentário é hoje a solução mais completa para quem perdeu um ou mais dentes. Com a tecnologia certa e um profissional experiente, o resultado é duradouro, natural e transforma a qualidade de vida — na mastigação, na fala, na autoestima e no sorriso.
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1) É possível realizar implante sem enxerto ósseo?
SIM! Na grande maioria dos casos é possível realizar a instalação dos implantes sem a necessidade de realizar enxertos ósseos.
 
Através de técnicas de ancoragem específicas, ou com a utilização de implantes curtos, poupamos o paciente de uma segunda etapa cirúrgica, reduzindo o tempo e também os custos do tratamento, sem abrir mão da previsibilidade e da garantia de qualidade.
2) Quem usa dentadura ou prótese móvel há muitos anos pode colocar implante?  
Sim. Não importa há quanto tempo você utiliza dentadura ou prótese removível (as famosas pontes).Muitas vezes pacientes com 80 anos de idade, que já usam dentaduras há mais de 60 anos, conseguem fazer seus implantes.
3) É possível colocar prótese fixa na parte inferior?  
Sim. A prótese fixa ou a prótese protocolo podem ser realizadas tanto na parte de cima quanto na parte de baixo.Com a técnica da carga imediata, é possível a colocação dos dentes em apenas 3 dias.
4) Quanto tempo demora para colocar um implante?  
O tempo cirúrgico para colocação de um implante, quando realizado por um profissional experiente e utilizando-se de sistemas mais sofisticados, é extremamente rápido.
 
Em alguns casos como a instalação de apenas um implante, o procedimento pode durar menos de 30 minutos. Em casos mais complexos, com mais implantes, pode chegar até duas horas.Já o processo final de cicatrização leva em média de 3 a 4 meses, período em que ocorre a chamada "osseointegração” e, então, os implantes ficam prontos para receberem as coroas ou a parte dentária destinada a mastigação e sorriso.
 
É importante lembrar que durante todo o tratamento o paciente utiliza uma prótese provisória, portanto, não fica sem dentes.
5) Dói colocar implante?  
Não há dor no procedimento de implante dentário, mas alguns fatores precisam ser levados em consideração:
 
  • Tomar os remédios prescritos corretamente;
  • Seguir todos os cuidados pré e pós operatórios;
  • Escolher um profissional especialista, que irá se atentar a todos os detalhes para uma técnica cirúrgica menos invasiva.


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